Ferramentas para filósofos #1: Língua estrangeira

Este post inaugura uma série que buscará descrever ou sugerir ferramentas que podem ser de grande valia para os que pretendem se dedicar à (pesquisa em) filosofia. O parêntese é para frisar que penso que não há muita diferença entre dedicar-se com seriedade à filosofia e estar de fato pesquisando em filosofia, fazendo filosofia. Filosofia é antes de tudo uma atividade de pensamento crítico, e, por isso, ou se está ativamente pensando ou não se está fazendo filosofia.

A ferramente número 1 nos dias de hoje é: língua estrangeira! O inglês provavelmente é a mais indicada. Aqui vão algumas considerações que pretendem justificar essa recomendação e, na sequência, algumas ferramentas on-line para auxiliar nesse processo.

  • Por que aprender inglês?

Uma razão bem simples é: a maior parte dos filósofos e cientistas profissionais hoje em dia divulga seus resultados em inglês, até mesmo quando esta não é sua língua nativa. Por contraste, há muito menos filósofos (e menos ainda filósofos bons e reconhecidos por seu trabalho) que leem e escrevem em português.

Alguns números: digitando, por exemplo, “monismo anômalo” (entre aspas) no Google, obtemos aproximadamente 4,8 mil resultados. Quando digitamos “anomalous monism” esse número passa para 20,5 mil resultados. Quando vamos para o Google Scholar, que se restringe a materiais acadêmicos, os resultados para “monismo anômalo” são de cerca de 280, comparados a 1,8 mil em inglês. Em alemão, “Anomaler Monismus” resulta 5,2 mil resultados no Google e 58 no Scholar.

Consideremos um outro caso: “Crítica da razão pura” (Google: 868 mil; Scholar: 5,4 mil), “Critique of pure reason” (5 milhões ; 32,7 mil), “Kritik der reinen Vernunft” (258 mil; 28,6 mil).

Colocando os dados relativos apenas ao Google Scholar (que são os mais relevantes do ponto de vista acadêmico), temos os seguintes gráficos.

Gráfico: monismo anômalo no Google Scholar

Gráfico: monismo anômalo no Google Scholar

Crítica da razão pura no Google Scholar

Crítica da razão pura no Google Scholar

Moral da história, sem saber inglês teríamos acesso apenas a uma parcela consideravelmente restrita da literatura sobre ambos os assuntos. Como esses dois casos já mostram, pode haver variações, mas o leitor poderá fazer testes com os temas de pesquisa de seu interesse.

  • Algumas ferramentas on-line

Google Tradutor: serve para traduzir palavras isoladas, expressões, frases, textos ou mesmo páginas de sites inteiras. Opera em várias línguas,

Dicionário Michaelis On-line: dicionário on-line, traduzindo do português para várias línguas e de várias línguas para o português.

The Free Dictionary: dicionário bastante completo em várias línguas. Recomendado para expressões de difícil tradução.

SpellCheckPlus: verificador de ortografia e gramática do inglês. Recomendado para a revisão inicial de textos escritos em inglês.

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